sábado, 11 de setembro de 2010

A Queda

Aos velhos tudo cai,
Fecho os olhos:
No escuro a dor
Diminui...
Durmo por horas a fio.
O intuito: não morrer.

É bela aos olhos visitantes,
Não entendem os erros dos arquitetos!
Dedicada aos moradores, a fachada
É fabulosa. Beleza vinda dos
Segredos de representantes.
Porém a estrutura – mais abalada
Que uma cadeira de uma perna só –
Ruía.

E durante anos ameaçava a queda.
Está na hora!
Motivo da minha tristeza, do meu alento.

Acordo para viver a podridão.
A vizinhança – que se diz humana –
É o prego enferrujado, guardando
Rancor e mentindo... cada um
Para si próprio.

Os pilares desta enorme construção
Começam a rachar. Quanto mais gente,
Mais acredita-se no rompimento dos valores.
Vai cair...

Salvem-me dos escombros.
Ou não...