sexta-feira, 30 de julho de 2010

Viver, crescer

(There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.
All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I've loved them all.
The Beatles)



Difícil,
Num piscar de olhos tudo muda.
Com risos ou choros,
No final, nem as lembranças
São as mesmas.

É a brisa do verão
Levando tudo o que passou.
Durante a noite, na cama,
Tudo passa como um filme nos olhos fechados.
E sorrindo, dormimos.
A partir de então, o filme ganha uma cor
Uma cor inerte, invarável.
No dia seguinte, do filme
Não existe mais nada.

Talvez seja o destino,
Ou a vontade dos deuses.
Ou os momentos...
Sobre estes pouco há para falar.
Às vezes deles pode-se rir.
Mas também podemos chorar
Ou nos envergonhar.

A dor do arrependimento
De um triste momento,
Do algo não falado.
Tudo mudado.

Mas não é para ser triste,
Não!
É para sorrir e olhar para frente.
Pois enquanto tudo muda,
Vamos vivendo.
Vivendo e aprendendo com dizem os ditados.
Ou crescendo e aparecendo como dizem os meus pais.

Com sorriso, garra ou lembranças,
Com as palavras de um amigo,
Com a visão do futuro,
E com o sabor do amor no próximo segundo.

Vamos vivendo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O que é...?!

Amor... amor não é assim... 
Amor é fraterno sem fraternidade,
Sofrimento sem dor,
Felicidade sem alegria
É tudo ao mesmo tempo.
Amor não é sofrimento constante,
Amor olha para os dois lados,
Amor compreende o não estar junto.
E ao mesmo tempo
O Amor move o mundo para conseguir estar mais perto do amado.

Amor é respeitoso,
Antes de desejar o outro loucamente.
O amor olha pra si, pra pessoa que ama.
Amor é muito mais que uma simples vontade.
Amor é contradição
Amor é sentimento
Amor é briga e paz
Amor é respeito
Amor é arriscado!
Amor é inteligível!
Amor: tome cuidado!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Amor

    Às vezes, por amizade talvez, nos vemos na vontade de aconselhar ou conversar sobre um certo assunto com alguém. O momento chegou!
    Um assunto universal, típico da adolescência e que dura até os últimos suspiros. E não! Não é triste! Só possui um amplo aspecto, podendo assim, ter inúmeras faces. Já deu pra descobrir?
    O amor, ah o amor! – Suspiros.
    Todos sonham com tal fenômeno. Não da mesma maneira, realmente, mas sonham! Mas vou falar de um específico... Aquele que transforma, aquele das contradições, dos elogios... da cegueira.
    Sim, existem zilhões de características e no momento não importam muito! E pra ser o mais universal possível, não darei foco ao essencial.
    Somos seres de muita vontade, mas não sabemos o que fazer quando conseguimos o que queríamos. E começa assim: “Ah! Eu queria viver um amor!”. Aqui reside a primeira contradição, pode ser o início da ruína ou do sucesso. Todos querem um amor, não é novidade. Mas não se apresse, nem fique mal por não aparecer um... ele vai aparecer uma hora. E pode ser a hora certa!
    E então ele aparece e logo começa “Mas não-sei-quem não me ama!”. Aqui vai a primeira dica: NÃO TEM COMO ADIVINHAR!!  Se gostarem de alguém, demonstrem! É impossível saber se não mostrarem algo.
    Daqui chegamos numa “bifurcação”. Primeira opção, o amor foi correspondido. Aproveite! Não coma mosca, não perca oportunidades. Se preciso, pressione (mas sem sufocar a pessoa, por favor!) e, principalmente,  não deixe alguém chegar antes e tomar o seu lugar. Segunda opção... bem, não é o fim do mundo não ser correspondido. Se quiser, aproveita a fossa que pode até ser produtiva em alguns âmbitos. O melhor desse momento é relacionado às artes: música, textos, dança, etc. Mas acima de tudo, cansa esperar por alguém. Às vezes demora, mas cansa. E quanto antes isso acontecer, melhor. Assim o sofrimento é menor.
    Volte a viver! Viva! Não se prenda a quem não se prenderia em você!
    No final, o fundamento que realmente deixará o texto universal é a mensagem mais básica: esperando pelo amor, na fossa, retribuído ou não. Seja a situação que for, aproveita ela. Viva ela. E não esqueça que a vida é feita de experiências, portanto, não demore muito tempo numa só situação! A não ser que seja o amor da vida.
    Amor, ah o amor!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Chip Memory

    Uma noite agradável e semanas de dor de cabeça. Uma raiva crescente; a comida daquele jantar virando vômito. Era nojo daquela noite! Fazer o que, perdera tudo.
    Já fazia muito tempo, Luciano terminara com a sua namorada. Terminaram bem, sem estresse e hoje conheceu o novo namorado dela.
    Era difícil esquecer, afinal, tudo o que acontecia na vida dele estava salvo no celular. O dia que se formou na faculdade, o primeiro emprego, a noite que saiu pela primeira vez com a ex, mensagens de valor, lembretes. Tudo!
    Ao chegar em casa deitou direto no sofá, uma garrafa na mão. Não era um apartamento grande, do lugar em que estava podia-se ver tudo. Mas ele olhava para um ponto fixo: a janela. A imagem do lado de fora foi palco de grandes acontecimentos: risos, cantadas, declarações e elogios.
    Lembrava vagamente de tudo o que aconteceu. Seu problema era esse. Não podia lembrar, havia sido roubado no caminho de casa, inclusive seu celular. Logo a sua memória que agora pertencia a outro.
    O chip que guardava 3 anos de risos, diversão, cinemas e beijos agora estava na mão de outro. Provavelmente seria apagado e revendido. Tudo aquilo que ele nunca apagou por serem importantes agora estavam na mão de outro.
    O outro. Na verdade, esse era o problema. O problema real. Não se importava com o seu chip memory ou o que aconteceria com ele. O que matava eram as suas memórias que agora outro está vivendo. Um outro que deve estar declarando, rindo, beijando. E ao Luciano resta aquela memória inapagável que o ladrão roubou.