sexta-feira, 23 de abril de 2010

No leito de morte

Fria... essa é a sensação!
Aos poucos vai congelando.
Tremer já não basta...
Tem que se cobrir.
É uma febre.

Tão forte... do calor faz o frio.
A intenção é te derrubar,
À podridão encaminhar...

De que adianta do puro vir
Se na podridão viveremos e
Se na podridão morreremos?

Por isso canta, o Leviatã dos Mares.
Derrubando com as suas ondas,
Pro fundo levando a podridão...

E do frio crepita o calor.
Tenho mais algum tempo...

domingo, 11 de abril de 2010

Planeta Bolha

Uma batida irregular e rápida
Rege os meus pensamentos,
Rege a minha vida.
Como uma rajada de vento
Corre... corre em minhas entranhas.
Infla, expande,
Faz-me intumescer, quase estouro.
Mas é tão rápido e de um salto
... Está no ar.

No ar ganha leveza? – Não.
Mas ganha vida e me envolve.
Deixa-me suspenso no ar.

Nesse mundo, meu mundo,
A realidade é certa,
Como planejada.

A música toca irradiantemente alta,
Um mar sem fim para nadar
Lendas se tornam reais.
Sonhos impossíveis são reais.

Um mundo de sonho,
Um mundo de verdade.
Uma bolha de chocolate.

Mas não posso... não posso!
A realidade é errada mesmo.
Nunca é como planejada.
E agora manda retornar ao
Mundo Real.

Porém devagar... devagar...
Pois meus pés serão flechas
Que trarão à tona toda essa falsidade
Que não quero viver.

Até que o crime é cometido... estoura.
E vejo tudo normal,
Erradamente normal como não deveria ser...
Volto a viver.