sexta-feira, 19 de março de 2010

Ao pó, ao nada

Finalmente acabou!
Tudo volta ao pó,
Tudo vira nada.
Da importância agora,
A poeira basta.

Assim se concretizam receios
Que bardos cantaram
E druidas alertaram.

Noites perdidas
Dias caídos no pensar,
Sonhos querendo ser reais
E um universo no vago olhar.

Já não sei mais o que fazer,
Já não tenho nada pra fazer.
Lutas e protestos são passados
Agora livros fazem o real.

Agora histórias são contadas,
Noites são dormidas,
Dias são vividos.
E no final, o que restou?

Tudo volta ao pó,
Tudo vira nada.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Lá Em Cima...

No céu jaz, cintilante e recente
Olhando os caminhos
De um jovem adolescente.

Não sei se digo olá ou adeus
Não podemos mais conversar
Mas posso vê-la brilhar
Lá em cima...

Lá em cima...
Onde a Lua não me diz mais nada
Onde a Noite perde nome e
Onde Estrelas nascem.

Uma estrela lá, uma estrela cá.
Uma estrela em todo lugar.

É lá que acontecem as mágicas,
Onde tudo começa e tudo termina,
Onde as coisas importam e deixam de importar
Onde presentes são dados e retirados.