segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Anjo Caído

Acha estranho o céu assim
Escuro, cheio de nuvens... triste?!
Talvez esteja me vendo,
Aqui, passando por isso tudo.

Não sabes como é horrível!
Algo insuportável
Que não arde ou queima,
Não congela nem esfria.
Algo que não pode ser classificado
Concreto e abstrato
Algo...

Algo é descritível, pelo menos.
É água que entra forte como a corredeira
Derrubando barreiras,
Sufocando e pesando.

É fogo queimando
Cada coisa que encontra pela frente
Fazendo-me em sofrimento
Tendo que segurar em cada pilar
Para não desabar.

Pelos olhos deságua um rio
Pelos gestos ataca o fogo.
Olhando, reparo no céu
Me refletindo como se fosse
Outra forma do Eu.

Talvez esteja sonhando demais...
Eu, sozinho no mundo,
Teria o céu ao meu lado
Durante esta noite
Tão linda e graciosa?!!

Sabe, Linda,
Não aguento mais!
Já não durmo,
Fico conversando com o céu.
Tudo isso não me deixa viver em paz!

Por favor, diga na minha cara
Que não me ama mais,
Que não quer nada entre nós!
Diga isso e prometo:
Não desapareço,
Algo impossível,
Mas nunca mais ouvirá
Uma palavra minha
Querendo trazê-la de volta
Para mim.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Doloroso momento


Do claro ao escuro,
Do teto ao chão.
Residindo na consciência,
Apoiada pela emoção... e culpando a razão.

Inesperada ela chega
Animada em sua tristeza
Um breve momento de fraqueza
E fere meu coração.
Engraçando como a insanidade
Matinha-me são.

"Chore!" aconselhavam-me os espelhos
"O sofrimento não passa
Se a fingida felicidade habita a sua face
Assim como a solidão habita o seu coração."

Reflexão e então,
Silenciosamente invadidos foram
Meu corpo e mente
Pelo doce ar da esperança:
Afinal, a mais linda flor
Nasceu nos mais difíceis tempos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Lugares


Existe um lugar
onde nada me afeta.
Um lugar simples
que mau não há.

Os ventos batem,
Refrescam a alma.
Os pássaros cantam
Melodias de anjo.

Sonhamos, alcançamos.
Perderemo-nos no tempo
A noite nos tira do espaço.

Utopias que mesmo anjos caídos,
Ou lobos maus ou inocentes
Podem sonhar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

De encontro ao desencontro

Eu jurei!
Prometi que não falaria mais
E, no entanto, cá estou eu,
Chorando,
Por ter estragado tudo de novo...
Babaca!

Como passar para singelas palavras
Como me sinto?
Numa dimensão estranha
Onde não existe Noite, Lua ou Mar...

Procuro o chão e nada encontro,
Procuro algo para me segurar
Mas desaparece como uma palavra ao vento.
Quero voar, mas não tenho asas.
Não sou desse mundo,
Nem daquele.

Mas penso no futuro.
E cada vez mais tenho medo,
E cada vez mais do passado sinto saudade.

Mas acho que é assim mesmo:
Erros maiores que acertos.
Futuro assustador,
Passado encantador.
Apoios fracos
E estradas...
Estradas que me levarão a algum lugar
Ou a lugar nenhum.

domingo, 27 de setembro de 2009

Um lado de uma história de amor


A história começa.
Um homem,
De aparência misteriosa
Surge pelas ruas
Caminhando em direção ao mar.
Com um incêndio a brilhar nos olhos:

O mar, ah o mar!
Tão bom estar em sua presença.
Sua morna maresia
E seus ventos calmos.
Mas está faltando algo...

Lua, cadê você?!
Você prometeu estar sempre aqui,
Não deixar de ser Lua,
Assim como prometi não deixar de ser
Seu admirador.

Sei que disse que vinha apenas por estrelas
Mas só para esconder meu acanhamento.
Se ao menos eu soubesse, antes, que
“Uma palavra posta fora do lugar
Estraga o pensamento mais bonito.”

Estou cansado de chegar aqui,
A beira-mar, e só encontrar estrelas ou nuvens.
Quero você!
Com o brilho dos seus olhos – embora não claros –
Abençoando meus pensamentos
E iluminando minha felicidade.

E com aquela declaração
O homem misterioso deu as costas,
Já sem fogo, mas sim, cristais
Pendendo de seus inebriados olhos.

Há quem diga que a Lua nunca mais apareceu,
Outras dizem que sim, porém tão confusa estava
Que criou o eclipse para se esconder de seu
Eterno admirador.
Eu só arrisco dizer que a o rapaz tinha,
Naquele momento,
O coração arrasado,
A alma dilacerada
E seus sonhos em chamas.

Espero que o admirador possa ver, novamente,
O brilho dourado da Lua refletir
No eterno e grandioso mar
Que acolhe um homem
Com seus ventos calmos
E maresia que não petrifica
O coração de um rapaz.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ao Vento

Hoje descobri algo muito interessante, óbvio, mas interessante. Tudo, tudo (desde as coisas mais insignificantes até a mais importante), tudo têm um fim! Estranho dizer isso, não? Você pensa “Óbvio que tudo tem um fim!”, mas não pára pra pensar sobre o assunto!

Um programa de TV tem um fim, uma música, um papel, um prédio... Até ai somente coisas concretas, mas e coisas que não são possíveis de ver??? Sim, também têm um fim! O vento, uma palavra, um sentimento.

Sentimento! Uma palavra importante na vida do ser humano! O sentimento pode fazer ou acabar a sua vida. E, dizem, o mais importante deles é o amor! O amor ao próximo, a bens materiais, ao cachorro de estimação! Mas um amor é um sentimento, e se é um sentimento, logo, é capaz de acabar, sumir, desaparecer e virar, somente, palavras e memórias ao vento.

Voltando ao assunto... Saudade! “Saudade não é quando estamos longe de quem amamos, mas sim quando o que se passou valeu à pena.” Você pode sentir saudade de um cheiro, você pode sentir saudade de uma palavra, de um pensamento, da infância. Eu sou meio estranho! Ao passar por alguns lugares com um certo cheiro, penso em coisas que já vivi na qual tinham tal cheiro. Mas isso não vem ao caso!

Como, me explique, tais sentimentos, como o AMOR e a SAUDADE, podem acabar??? Será que existe uma conta matemática??? Será que existe um sensor??? Como descobrir se algo acabou???

domingo, 20 de setembro de 2009

Olhar



Pelo caminho
Encontro casas
No jardim, um pinheiro alto
Cheio de maritacas.

Pelo caminho
Vejo Luas e Planetas.
Sinto-me o universo
Iluminado pelo brilho dourado das estrelas.

Pelo caminho
Vejo guerras
Travadas no silêncio
De uma alma inquieta.

Pelo caminho
Vejo pássaros a cantar.
Vejo alegria, vejo o medo
E também vejo o mar.

Desse caminho
Não quero me libertar,
Pois sorrindo mergulho
Nas profundezas do seu olhar.

sábado, 19 de setembro de 2009

Direitos; a vida.

Não sei o que é pior: ter direito a uma vida ou não.

Quando não se tem esse direito, as coisas são fáceis. Tempo não existe. As pessoas dão uma simples ordem e dizem que é para o seu bem. Então você aceita a ordem e faz sem pestanejar. Você não tem que admitir um erro, simplesmente tem que achá-lo e consertá-lo.

O problema chega quando esse direito existe. Com ele vêm deveres, responsabilidade e prioridades. E se dão como um novelo, tudo entrelaçado. Você faz uma escolha, a partir desse momento você tem a responsabilidade de cumprir os seus deveres de acordo com tal escolha. O erro, que era quase obsoleto no outro modo de vida, – a inexistência do direito de viver – se torna vivo. Você passa a ser obrigado a achá-lo, consertá-lo, admiti-lo e, muitas vezes, mostrar que não errou por mal.

Já sei quem sou. Não sou aquela pessoa que já cantou, nadou, dançou, praticou tênis de mesa ou vela, que sabe fazer artesanato com jornal. Muito menos sou aquela pessoa que sabe trabalhar no computador (profissão). Não! Eu sou um simples homem em fase de transição. Um homem que está, aos pouquíssimos, adquirindo este direito belo e ao mesmo tempo “trabalhoso”. Alguém que passa a fazer escolhas, prioriza. Aquela antiga responsabilidade de realizar tarefas dadas por alguém vai se mostrando pequena em relação às obrigações com vida.

Meus erros, antes tão insignificantes, agora são gigantescos. Um único errinho, uma palavra e já posso ser um homem condenado – não só por mim mesmo, como pelos meus amigos.

Vagarosamente vou deixando de ser criança e me tornando um homem. Meus erros são maiores, as prioridades mais complexas, a responsabilidade com maior peso, a vida com maior significância.

Post "Inicial"

Eu havia me esquecido completamente que esse blog existia. Na verdade, comecei a colocar coisas escritas no PAPEL!! Mas agora isso vai mudar...

Como todo mundo faz - realmente um grande clichê - eu vou usar esse blog para expor minhas idéias... e todo esse discurso que todos já conhecem.

Bom... por enquanto é isso.