terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ressentimento

Muita coisa dita,
muita coisa não.

Muito sentimento
Sentido
Ou não.

Muita reciprocidade,
Dualidade,
Singularidade.

Apaga o quadro negro.

Muito tesão transado,
Muita carência abraçada,
Muita saudade amenizada.

Mas ainda consegue-se ler
A palavra mal apaga.
Pra quem futuca
Sua leitura é nítida.

Muita dor, antes sentida,
Re-sentida.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Carta Para Você

Eu queria poder te dizer muitas coisas mas é inútil. Nada, absolutamente nada, do que eu possa dizer vai mudar uma única vírgula! Sábado eu estava desolado por ter que dizer que tínhamos muito trabalho até podermos voltar e você chorou dizendo que ia conseguir, que tinha certeza. O que mudou em três dias que isso mudou completamente? Eu não entendo!

Você me fez acreditar em historinha de papai noel e agora estou sem chão! Eu te disse que você estava mentindo para si mesma e você negou. A intensidade aparente do seu querer me iludiu. Agora estou aqui, sentindo a sua falta, morrendo de saudade. Quero falar contigo o tempo todo mas sei que não vou me desintoxicar se o fizer.

Eu já estava superando e você me derrubou de novo, por que fez isso se não pretendia cumprir? Eu não consigo escutar um funk que lembro o porquê você me trocou. E não diga que não é trocar, é sim.

Tenho também muita raiva, mas já não cedo mais a ela. Te desejo tudo de bom nessa vida, sei que você tá feliz e plena satisfazendo suas vontades com pessoa que te faz bem.

Se ainda olhar aqui, essa música aqui me lembra você e termina com "in my life I love you more".


Adeus

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Foi eterno enquanto durou

Eu não entendo o que aconteceu com a gente. Nossa história sempre foi permeada de cumplicidade, carinho, zelo. No entanto hoje somos não mais do que duas lâminas de uma tesoura: afrontamo-nos contra o outro sem tentar, de fato, atacar mas produzimos arranhões que serão eternos em nossas peles.

Ainda lembro de quando você tinha medo de começar um namoro, de quando você tinha vontade mas também tinha medo, quando dizia que não ia dar certo e eu te dizendo que nem toda história precisa ser para sempre, apenas eterna enquanto durasse. Naquela época eu tinha plena certeza que a nossa história teria essa intensidade. Como poderia deixar de ser? Parecia que os mundos tinham se alinhado para o nosso encontro, tudo parecia uma coincidência muito grande para ser só uma coincidência.

Eu ainda estremeço toda vez que vejo as fotos daquelas primeiras semanas, aquele momento congelado numa foto preto e branco, eu de olho fechado sorrido no seu abraço, você com o sorriso maior que a cara e um olhar apaixonado, testa com testa, nariz com meu narigão. Nossa, como você é linda! Por todo esse tempo de namoro toda vez que te via eu me apaixonava novamente mas toda vez que via essa foto eu sentia o calor de te conhecer pela primeira vez! Não sei se você sentiu isso também alguma vez...





Eu acho que posso dizer que, pelo menos até agora, você foi o amor da minha vida. Você sempre conseguiu me tirar do sério! Toda vez que íamos deitar e você começava a implicar comigo de todas as formas; as horas no mercado considerando todas as possibilidades de janta para no final comprar lasanha congelada de quatro queijos; sua vontade 100% a mais que a minha de olhar todas as roupas e promoções num shopping; das intimidades que só um casal seguro de si faria na frente do outro dentro de um quarto; entre tantos outros detalhes que eu conheço de você e que talvez nem você mesma conheça de si. Em todos esses momentos eu te amava com todo o carinho que tinha, pra não dizer o tesão também.

Eu entendo que depois de um tempo a paixão passe, o tesão diminua. Eu fui, talvez ainda seja, louco por você... meu tesão não diminuiu, quero ainda sentir o ar adentrar  meus pulmões ao te abraçar como aquele primeiro abraço apaixonado após um beijo de tirar o fôlego! Não me contento plenamente apenas com o abraço amigável. Acho que esse foi o ingrediente principal que me trouxe tanto ciúmes e tanta inveja: perceber que isso que eu tanto queria contigo e você já não tinha mais comigo, agora você tinha com outra pessoa. Presenciar tanta intensidade que eu ansiava entre a gente com outra pessoa foi a primeira rachadura na tela de vidro que era o nosso namoro. Se essa tela é o que existe em entre a gente, o impacto pode ter vindo do seu lado mas a rachadura começou do meu. Devo admitir que sou réu confesso.

Eu queria pra mim também a liberdade, conhecer pessoas e lugares novos, de conversar gente que desse valor às minhas sugestões, de fazer coisas que você não iria querer fazer, de assistir todas as minhas séries e filmes que você nem quis tentar assistir. Mas nos apegamos muito a essa coisa chamada "Nossa História". No momento que tive a liberdade para essas coisas eu estava tão apegado que não consegui aproveitar. Quando te pedi pra sair de mim de uma vez só, como um band-aid, você também não conseguiu desapegar. Hoje eu queria que tivéssemos conseguido! Forçamos tanto que nos magoamos, feridas fundas e que vão deixar cicatrizes. Daqui um tempo vamos olhar para esta marca de batalha e pensar o orgulho de ter sobrevivido a isso. Mas vamos ter ainda mais apreço por todo o caminho anterior à ferida.

Hoje a tal tela está em pedaços, não se sustenta mais sem ajuda de algumas fitas adesivas e o atrito entre os pedaços ainda lacera minúsculos pedaços. Passamos a imagem de felicidade um para o outro: machucamos a nós mesmos nesse fingimento e machucamos o outro na enganação. Utilizamos de artifícios como álcool para fugir desta realidade. Ficamos dependente dos nossos amigos para contar nossos anseios e angústias quando realmente queríamos era conversar um com o outro.

Aquilo que era uma história linda, aquele casal que nunca se esperaria ver separado, aquelas lembranças que ainda me preenchem de felicidade. Não entendo como tudo isso virou esses pequenos pedaços lascados de sentimentos tão negativos. Não sei, só sei que foi assim. Mas sei também que o tempo possui propriedades tão curativas quanto lágrimas de fênix. Sei que daqui um tempo os desapontamentos já não emergirão à superfície mais em forma de mágoa mas sim em forma de história. Dessa forma, passado. E o futuro? Apenas o futuro dirá.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Um novo marco em minha vida

Criei um novo marco em minha vida
O deixei sabendo que não queria deixá-lo.
Mas assim é a vida,
a realidade é sempre irreal.
Ou apenas não é ideal.

Na verdade, ela é cheia de contradições.
Como um amor em que não se ama.
Como uma noite de magnífica lua que não há luz.
Como achar conforto em dar um passo à frente,
Sabendo que quero estar dois passos atrás.

Já sabia que esse momento iria chegar,
Ás vezes parece que
O destino realmente é inexorável.

Coincidências não existem,
Todo acaso está lá porque tem que estar.
Os motivos o futuro dirá
Ou o presente já disse e não pudemos escutar.

Por agora, resta achar a lua
Nessa repentina neblina
E deixar sua luz guiar.
Deve estar na hora de avançar.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Hoje decidi olhar meu blog. Sim, as coisas mudam!

Hoje decidi olhar meu blog. Não, não estou bem. Se estivesse não estaria aqui. Estaria dormindo, rindo de um filme ou me masturbando. Logo percebe-se que este blog é carregado de incertezas, lamentos, momentos tristes, dores.

A verdade é que sempre fui aquela pessoa que as pessoas confiam para desabafar, falar das próprias tristezas. Mas eu nunca me senti à vontade para conversar sobre essas com coisas com ninguém. Quase ninguém, não quero me focar nesses créditos, quem um dia procurei para desabafar meus problemas deve lembrar de tais momentos. Mas é foda! Não me sinto bem transportando essa energia para outras pessoas e geralmente me sinto julgado. Recentemente resolvi falar sobre uma postagem antiga desse blog com uma pessoa e nas primeiras duas frases que li escutei um "Ai, não gosto dessa desse tipo de escrita". É verdade, a tal postagem era carregada de um drama canceriano e provavelmente chato mesmo. Ainda bem (será?) que não disse que o texto era meu. Mas isso mostra como as pessoas julgam por qualquer coisa e não me sinto bem com isso. A outra coisa, a questão da energia, é mais simples. Sempre sinto que estou levando problemas pífios para a pessoa, ou que estou tomando seu tempo ou que estou irritando de alguma forma. Você só pode fazer isso com pessoas que são realmente suas amigas e que irão aceitar te ouvir. E não vale a pessoa aceitar ouvir se não tiver interessada, vai ser mais um fardo acomodado.

Mas voltando ao assunto, iniciei esse blog porque tinham coisas não ditas em mim. Essas coisas já transbordavam, não sou um copo muito fundo. E por algum motivo sempre achei que iria querer "ouvir" novamente essas coisas. Bem, nisso eu acertei, cá estou eu novamente. Minha decisão em visitar este velho diário estava baseada na vergonha de certas coisas ditas aqui. Sim, vergonha! Afinal, quem não fica encabulado ao lembrar do quão bobo era na primeira paixão? Dos pensamentos melosos, em usar a palavra de 4 letras que começa com A, do momento que se vira poeta por qualquer coisa. Pois é, tenho certeza que agora você entende minha vergonha. Meu objetivo era tirar do ar qualquer coisa exagerada e juvenil e guardar a sete chaves dentro de um cofre guardado em outro cofre trancado por uma criptografia quântica baseada no Michael Phelps Quântico (https://www.youtube.com/watch?v=ldnt8fY86co).

Mas não resisti a releitura de cada coisa que escrevi e a recordar tudo que sentia nos momentos que escrevia. Já se passaram 7 anos desde a primeira postagem e é incrível como ainda me lembro exatamente de tais sentimentos! Após reler (e corrigir alguns errinhos) percebo que não tenho mais vergonha do que escrevi. Muito pelo contrário, fiquei impressionado com algumas coisas que postei! Eu não tinha a maturidade nem de escrita e nem de conhecimento da vida para escrever tais coisas e mesmo assim escrevi. Essa emoção bateu e ainda tá batendo. Mas, apesar disso, já não sou mais o mesmo de outrora. As coisas mudam e é interessante observar este processo. Observar como existem ciclos, como as experiências moldam nossas opiniões e como tudo é diferente de uma hora pra outra.

Talvez o maior exemplo sejam os dois últimos poemas postados. "A Outra" foi escrito quando ainda estava num relacionamento, naquele momento, falido (percebe-se). "Não sei", postado seis meses depois apontam uma recaída de um término. Apesar de lembrar exatamente como existia um ar na minha garganta ao escrever este último lamento, hoje eu o contradigo plenamente. Uma das decisões mais acertadas foi da minha vida foi finalizar aquele relacionamento que já tinha batido contra o muro. Num momento estou num relacionamento pensando em sair dele, no outro estou fora do relacionamento pensando em voltar pra ele. Hoje estou num novo relacionamento e e este antigo virou passado. Muitas mudanças, até difícil de entender se não tivesse sido eu a vivenciar tudo isso.

Outra coisa legal de reler este blog foi encontrar tantas músicas que fizeram parte dessa minha história. Tem Ozzy, Leoni, Timbaland feat. Katy Perry. Até Beatles está um pouco representado. Cada vez que acho uma referência em música abro uma aba do youtube para ouví-la. Mais legal ainda? Rever as amizades que participaram de toda essa história. Pessoas com quem perdi totalmente contato, pessoas que encontro de vez em quando. Pessoas que banalizaram o "eu te amo" e o "sempre" (e não, não estou me referindo ao "para sempre te amarei"). Pessoas que ajudei a construir seus próprios blogs e que o seguiram por muito tempo ou tempo nenhum. Provavelmente nem lembro mais da maioria dessas pessoas em minha rotina diária, mas ver seus nomes, comentários e blogs aqui faz bater aquela flecha no coração, aquela pontada de saudade. E no final aquele sorriso da amizade passada. Aliás, quanto essa dorzinha sempre me ataca quando relembro o orkut! Eu tenho meus dois perfis guardados aqui, com todos os depoimentos e scraps guardados.

Pois é, ter um blog (ou um diário) é poder olhar pra trás, ver que mudou, que amadureceu. Lembrar de cada pessoa, momento, sentimento, música. Ter a certeza de que cresceu, amadureceu. De achar a coerência e a incoerência em cada ser. Analisar o que foi banalizado e que não se suspeitava que seria, afinal, só o tempo pra dar certas respostas. Não vou dizer que estou magicamente bem depois dessa viagem, a realidade nunca é programada, é sempre desleal! Mas com certeza pude desviar a atenção e perceber outras maravilhas da vida que parecem estar no passado mas na verdade estão tão vivas em nosso presente, na essência do nosso ser.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Não sei

Não sei.

Não sei se sinto falta dos seus beijos
Ou dos seus risos fáceis.

Não sei se sinto falta das nossas brincadeiras
Ou das nossas intimidades.

Não sei se sinto falta de acordar ao seu lado
Ou de saber que poderei matar a saudade.

Também não sei onde estava com a cabeça
Quando quis terminar,
Quando achei que estaríamos melhor separados
Quando queria provar outros lábios.

...

Mas sei que hoje não durmo
Pensando se você está bem,
Se teve um bom aniversário,
Se está feliz em outros braços.

Se não, estaria feliz ao voltar para os meus?
Sei que sinto a sua falta.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A outra

Sobre ela,
comentarei agora.
De certo serei mal interpretado,
mas que importa.
Tua vida, calmaria é.
Teu namoro uma parceria.
A paixão que esta representa,
à pena não valeria?